quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Pequena Nuvem de Magalhães pela lente de Bogdan Jarzyna

A Pequena Nuvem de Magalhães capturada por Bogdan Jazyna

A Pequena Nuvem de Magalhães capturada por Bogdan Jazyna©

O intrépido navegador português Fernão de Magalhães e sua tripulação tiveram bastante tempo para estudar o céu do hemisfério sul durante a primeira viagem de circunavegação da Terra.

Trajeto da volta ao mundo realizada pela expedição chefiada pelo navegador Fernao de Magalhaes

Trajeto da volta ao mundo realizada pela expedição chefiada pelo navegador Fernão de Magalhães

A galáxia anã Pequena Nuvem de Magalhães

Entre suas observações celestiais destacam-se duas maravilhas facilmente discerníveis para os observadores meridionais: os objetos denominados Nuvens de Magalhães. Séculos se passaram até os astrônomos concluírem que estas duas nuvens cósmicas são na realidade um par de galáxias anãs irregulares, satélites da nossa grande galáxia espiral, a Via Láctea.

De fato, a Pequena Nuvem de Magalhães, tem um diâmetro de cerca de 15.000 anos-luz e contém várias centenas de milhões de estrelas. Esta galáxia anã reside cerca de 210.000 anos-luz de distância da Terra, na constelação do Tucano.

Das galáxias satélites conhecidas da Via Láctea a Pequena Nuvem de Magalhães é a mais distante de nós, pertencente ao grupo que inclui as mini galáxias Canis Major (Cão Maior) e Sagittarius (Sagitário), além da Grande Nuvem de Magalhães.

Esta imagem nítida nos também mostra dois aglomerados globulares em primeiro plano, o NGC 362 (bem embaixo e à direita) e o 47 Tucanae.

O notável aglomerado 47 Tucanae fica tão somente a 13.000 anos-luz de distância, visível aqui à esquerda da Pequena Nuvem de Magalhães.

Foto do aglomerado 47 Tuc flagrado por Thomas V Davis

Foto do aglomerado 47 Tuc flagrado por Thomas V Davis

O enxame de estrelas 47 Tucanae

Um entre os mais de 200 aglomerados estelares globulares que orbitam nossa galáxia, a Via Láctra, 47 Tucanae é o segundo mais brilhante (fica atrás somente do Omega Centauri).

Também conhecido como NGC 104, este denso aglomerado globular consiste de vários milhões de estrelas empacotadas em um reduzido volume de apenas 120 anos luz de diâmetro.

As estrelas gigantes vermelhas são particularmente fáceis de se ver nesta imagem cósmica. Este aglomerado globular hospeda exóticos sistemas estelares de binárias de raios-X, pares de objetos estrelares onde uma deles é uma estrela convencional e o outro uma estrela de nêutrons.

Fontes

APOD

Artigos interessantes sugeridos para leitura:

Nenhum comentário:

Postar um comentário